sábado, 7 de novembro de 2009

Reflexos


Será que estamos preparados para sermos nós mesmos, com a alma despida dos preconceitos, medos e julgamentos? Conseguiremos caminhar pelas palavras sinceras sem nos ferirmos com espinhos ou escorregarmos na espuma da falsa brandura?

Um dia, um bom dia será simplesmente o desejo de um dia bom e não a expressão protocolar. A felicidade estará não em minha promoção, meu status ou nos elogios recebidos. Sonho com aquela manhã em que bastará olhar o sol pela janela e agradecer por cada amigo existir.

Aliás, ainda sonho fazer amigos com a pura intenção de sorrir na sua presença. De deixar o tempo passar suave como uma brisa de fim de tarde e compartilhar dos bons sentimentos sem, no entanto, esperar uma gota que não seja por pura sinceridade. Poderei dizer 'eu te amo' e ser verdadeiramente compreendido? Ou amar ainda será verbo intransitivo, exclusivo e excludente?

Se for, não verei o mesmo amor que criou os sorrisos, os olhares, o cantar de um pássaro ou a beleza da singularidade. Todo o mundo não passará de reflexos num espelho distorcido a nos aumentar o ego ou diminuir o moral.

Ainda assim, valerá a pena viver pelo simples prazer de aprender com cada pegada. Ora em desertos de solidão, ora em nuvens de esperança. De qualquer modo, sempre em passos de gratidão.

3 comentários:

  1. Rafinha,

    Texto lindíssimo.
    Grande reflexão.
    Não deu para segurar as lágrimas.
    Você é completamente Bhakti.
    É assim que chamamos essas Grandes Almas completamente rendidas à Deus e que agem com a Grandeza e a Pureza do coração.

    Citando o Grande Mestre, Professor Hermógenes, que trouxe o Yoga para o Brasil e que ontem comemorou 89 anos.

    Tranquilize-se em Deus.
    Entregue-se incondicionalmente a Deus, Deus proverá.

    Namastê !
    Deus que está em mim saúda
    Deus em você.

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  2. Adorei seu blog!
    Parabéns!
    Quando puder venha me fazer uma visita,
    Bjs!
    http://receitasdatatialves.blogspot.com/

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  3. Identifiquei-me quase que completamente. Sensatas palavras que também sinto.

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